Antes das metas, a travessia: o que vale revisar no começo de um novo ano

Outro dia, estava testando alguns lápis novos e uma imagem começou a se formar quase sem intenção: uma montanha. Percebi que ela tinha tudo a ver com esta época do ano e me vieram algumas reflexões.

Todo início de ano é como se a gente fosse começar uma nova subida de montanha ou uma nova travessia. Ao longo dessa trajetória, coisas vão acontecer, o céu vai mudar, vão ter dias de chuva, dias de sol. E assim é a vida, o cenário muda, o ritmo muda, a gente muda.

Tendo isso em mente, não temos como ter controle da previsão do tempo, mas podemos nos preparar, definir o que vamos levar e por onde começar essa nova empreitada. 

O que levar e o que deixar na bagagem

Enquanto eu olhava para o desenho, fiquei pensando: 

  • O que eu tenho que tirar da minha bagagem? 
  • O que eu não quero levar mais para o próximo ano? 
  • O que eu quero manter? 
  • O que eu quero reforçar? 
  • Que intenção eu quero colocar?

Isso me ajudou a perceber onde eu coloquei mais energia, onde me fortaleci, onde me desgastei mais do que precisava. 

Faz muita diferença olhar para o caminho que trouxe a gente até aqui. E não só para fazer essas correções de rota, mas também para reconhecer e validar o que foi vivido.

Quando o ano começa e parece que “nada aconteceu”

A velocidade com que vivemos hoje, facilmente, nos leva a esquecer nossas pequenas vitórias. Se não estivermos atentos, um novo obstáculo se apresenta antes mesmo de termos conseguido observar e curtir a vista do pico anterior. 

Muitas vezes, isso não tem a ver com falta de experiência, mas com falta de pausa para analisar e celebrar as próprias conquistas.

Quando a gente não para, analisa e valida o que conquistou, o que evoluiu, muita coisa passa batido. Pequenas conquistas, mudanças internas, aprendizados importantes acabam ficando escondidos atrás dos desafios que marcaram mais.

É por isso que, antes de sair definindo metas, eu acredito muito nesse exercício de revisão. De olhar para o caminho percorrido e perceber que ele não foi em vão, mesmo quando não seguiu exatamente o roteiro que a gente imaginava.

Esse ponto da revisão me lembra uma frase do Carl Jung que sempre volta para mim nesses momentos de virada de ciclo:

“Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro desperta.”

Quando o olhar fica só no externo, no que foi exibido, no que parecia importante, no que era esperado, é fácil achar que “nada aconteceu”.  Mas quando a gente olha para dentro, com mais honestidade, outras camadas aparecem. E muitas vezes é daí que vem o despertar.

Intenção no lugar de controle

Enquanto eu desenhava, pensando nesse novo ciclo, naturalmente, foi fazendo também um exercício de pôr intenções. Eu não escrevi metas, não fiz listas, mas estava intencionando o meu ano.

E aqui é importante pontuar que intenção é diferente de controle. A gente não controla tudo o que vai encontrar pelo caminho, mas com intenção, podemos escolher o jeito como  queremos atravessar, com que presença, com que disposição, com que olhar.

No meu desenho da montanha, eu escolhi diferentes cores, texturas e formas. Penso que, da mesma forma, cada um encontra os seus tons para transcorrer o seu caminho, subir a montanha, atravessar o vale, transpor o rio.

Um convite para o começo do ano

Se você chegou até aqui e sentiu alguma conexão, quero te contar que a Mentoria Expressiva nasce exatamente desse lugar onde olhar para a própria trajetória ajuda a clarear os próximos passos, no tempo de cada pessoa.

Então, se esse texto conversou com você, talvez seja um bom momento para olhar com mais cuidado para a sua própria travessia. Te convido a conhecer mais sobre a Mentoria Expressiva

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